CARICATURAS AO VIVO EM FESTAS OU EVENTOS PARTICULARES, PROMOCIONAIS OU CORPORATIVOS

CARICATURAS AO VIVO EM FESTAS OU EVENTOS PARTICULARES, PROMOCIONAIS OU CORPORATIVOS
Procedimento: Após a contratação do serviço, o cliente deve efetuar o depósito referente a 50% (agendamento) do valor acordado pelas partes, na seguinte conta: JOAO CARLOS MATIAS DO NASCIMENTO Banco: CAIXA Agência: 3825 Local: ARMAÇÃO DOS BÚZIOS/RJ Conta: 013 00006663-5 " E ENVIAR O COMPROVANTE PARA O E-MAIL: cartunistacarioca@hotmail.com O valor restante (50%) deverá ser pago em "CASH" na apresentação/entrega do serviço. Caso seja evento de CARICATURAS AO VIVO, os 50% referente à entrega do serviço deverá ser pago "NA CHEGADA CHEGADA AO EVENTO", uma vez que, por conta de experiências anteriores, alguns clientes pagavam em cheque ou pelo fato de eu ter que esperar o final do evento para receber e os contratantes excediam o tempo limite de 04hs. PARA EVENTOS EM OUTROS MUNICÍPIOS/ESTADOS: Caberá ao contratante o pagamento referente ao deslocamento, alimentação e estadia (valores inclusos nos 50% do agendamento).

sábado, 17 de outubro de 2009

TEM CADA UMA...


Essa semana postei dois tópicos que me proporcionaram “chamadas de atenção” por parte de alguns companheiros de profissão. Os argumentos usados pelos meus “amigos” eram os seguintes: _ Você não pode ensinar as técnicas assim. Ou ainda: _ Quem tiver acesso ao teu blog vai acabar querendo fazer.
Oras, que graça tem em saber algo e não compartilhar? Esse fato me fez relembrar de um tempo quando eu era um menino inseguro do que fazia e todas as vezes em que eu ia desenhar e alguém se aproximava para ver, eu colocava a mão protegendo e inclinava o corpo para impossibilitar a visão da pessoa curiosa. O tempo passou e o pouco que eu aprendi, aprendo ou descubro, faço questão de compartilhar com as demais pessoas sim. O fato de compartilhar algo com alguém não significa que as pessoas desenvolvam qualquer poposta, mas o conhecimento irá promover desenvolvimento e descobertas, bem como novas trocas de informações.
Durante a década de 1990, havia um cartunista aqui no Rio de Janeiro que era premiado em diversos salões de humor, devido ao fato de receber informativos impressos sobre os concursos e não compartilhar com os demais cartunistas. Nesse mesmo período, o médico gaúcho Ronaldo Cunha Dias ( um dos cartunistas mais premiados no mundo ) que também recebia os mesmos informativos, entendeu que o compartilhamento d as informações seria fundamental para o desenvolvimento e o surgimento de novos cartunistas. Assim, através de pacotes repletos de recortes, regulamentos, livros e desenhos originais enviados pelos Correios, cartunistas do Brasil e do exterior criavam A REDE. Dela participavam cartunistas como: Ronaldo, Érico, Ulisses, Arionauro, J. Bosco, Waldez, Rildo Brasil, Sérgio Más, Rico e outros que hoje são consagrados no cenário nacional e internacional. Com a proposta d’A REDE, vários cartunistas também passaram a conquistar premiações e àquele cartunista que anteriormente monopolizava as informações e arrebatava algumas premiações, começava então a ter que compartilhar - mesmo contra a sua vontade - o espaço conosco.
Em seguida, com a globalização promovida pelo advento da internet, as possibilidades do monopólio informativo se tornava cada vez mais impossível e por incrível que possa parecer, àquele cartunista que anos atrás “segurava” as informações para si, deixava de arrebatar prêmios e passou a fazer a manutenção de seu nome graças às conquistas daquele período em que ele podia exercer seu egoismo.
Lembro-me que, durante a década de 1980, quando eu ia à redação do Jornal do Brasil, para ver como os ilustradores trabalhavam, Ique, Liberatti, Aliedo e outros eram super atenciosos e davam dicas de como elaborar as charges e as caricaturas. O Ique, além das dicas ainda me deu alguns materiais como penas e papéis importados.
No início da década de 1990, quando conheci o mestre Zé Graúna, ele compartilhava absolutamente tudo referente ao desenho de humor. Fato que fez com que eu hoje entenda que o compartilhamento de idéias é fundamental para o desenvolvimento de qualquer pessoa que tenha interesse.
Em 1993, eu ia à redação do Jornal O Dia sempre que tinha oportunidade. Na editoria de artes eu passava horas vendo como o Gil elaborava suas caricaturas, sua distorções inimitáveis, o domínio da “ecoline” , suas esculturas e sua versatilidade com os mais variados materiais. Eu desejava que o tempo congelasse para não ter que voltar para casa. Além do Gil, Ary Moraes, Alvim, Leonardo, Vilanova, Ykenga e Janey sempre dispostos a ensinar alguma coisa, mesmo em meio às suas atribuições. No ano seguinte, como se o fato debuscar informações jaó não fosse bastante, o cartunista Gil indicou meu nome para cobrir suas férias no jornal que naquele ano era o de maior circulação. Conheci Armindo Blanco, Inavir Yazbeck e outros profissionais excepcionais na redação. E todos sempre solícitos e prestativos.
No final da década de 1990, tive o privilégio de dividir mesa na editoria de artes no Jornal Lance, com o genial Mário Alberto e meu ídolo Ique. Sempre sendo auxiliado pelo compartilhamento de informações desses artistas que tenho admiração e gratidão por todos.
Acredito que os argumentos acima, dentre tantos outros que me possibilitariam escrever um livro, são suficientes para eu acreditar que o compartilhamento de informações é tão importante para os outros como é para mim. Não sei se vou conseguir, mas àquilo que eu aprendi, aprendo e aprenderei, se possível for, compartilharei com quem se interessar.
Muito obrigado aos artistas que jamais colocaram a mão na frente quando eu me aproximei.

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