CARICATURAS AO VIVO EM FESTAS OU EVENTOS PARTICULARES, PROMOCIONAIS OU CORPORATIVOS

CARICATURAS AO VIVO EM FESTAS OU EVENTOS PARTICULARES, PROMOCIONAIS OU CORPORATIVOS
Procedimento: Após a contratação do serviço, o cliente deve efetuar o depósito referente a 50% (agendamento) do valor acordado pelas partes, na seguinte conta: JOAO CARLOS MATIAS DO NASCIMENTO Banco: CAIXA Agência: 3825 Local: ARMAÇÃO DOS BÚZIOS/RJ Conta: 013 00006663-5 " E ENVIAR O COMPROVANTE PARA O E-MAIL: cartunistacarioca@hotmail.com O valor restante (50%) deverá ser pago em "CASH" na apresentação/entrega do serviço. Caso seja evento de CARICATURAS AO VIVO, os 50% referente à entrega do serviço deverá ser pago "NA CHEGADA CHEGADA AO EVENTO", uma vez que, por conta de experiências anteriores, alguns clientes pagavam em cheque ou pelo fato de eu ter que esperar o final do evento para receber e os contratantes excediam o tempo limite de 04hs. PARA EVENTOS EM OUTROS MUNICÍPIOS/ESTADOS: Caberá ao contratante o pagamento referente ao deslocamento, alimentação e estadia (valores inclusos nos 50% do agendamento).

sábado, 13 de março de 2010

HOMENAGEM INTELIGENTE

O Jornal FOLHA pretou uma homenagem mais do que inteligente através dos cartunistas ao companheiro Glauco. Nos espaços destinados às tirinhas só haviam os espaços em branco, assim como o espaço destinado à charge do cartunista morto.
Achei a proposta pertinente e genial.
Parabéns

SEJAM SEMPRE BEM-VINDOS!


Obrigado a todos pela credibilidade que depositaram no blog e por suas visitas.
Sejam sempre bem-vindos.
Abraços

sexta-feira, 12 de março de 2010

GERALDÃO


Hoje, logo pela manhã, eu ainda não tinha dormido e preparava uma postagem sobre o encontro dos cartunistas programado para hoje aqui no Rio de Janeiro. Era muito cedo e como é habitual, entrei nos portais de notícias para saber se havia alguma novidade. Qual foi a minha surpresa ao saber do que aconteceu ao Glauco e seu filho.
Infelizmente, conheço o que é a violência urbana na pele. Em 1989 fui atingido por uma munição de uma arma calibre 38, que me deixou acamado por dois anos e sem a certeza de que eu voltaria a andar. Superei as cirurgias, os enxertos de vasos, as transfusões sanguíneas, mas não superei àquilo que atingiu o meu psicológico. Hoje, ao ler seobre o Glauco, todas as lembranças daquela noite de 14 de novembro de 1989 veio à tona.
Depois de mim, já soube de inúmeras pessoas próximas que não tiveram a mesma sorte que eu.
Não tenho o menor receio em afirmar que a segurança pública brasileira não assegura nem preserva a vida de ninguém. Hoje, infelizmente, o Brasil perdeu mais uma de suas referências no humor gráfico, nós perdemos um companheiro de profissão, os familiares perderam dois membros...
Por conta do fato decorrido, meus planos mudaram e busquei informar através do blog sobre um fato de tão importante relevância.
Me surpreendi com a quantidade de amigos que por aqui passaram. Eu gostaria que tivesse sido por outro motivo.
Estou sem máquina digital , o scanner não lê o driver de maneira alguma, mas o computador está aqui e as minhas esperanças continuam . Assim sendo, passeei a tarde tentando elaborar uma ilustração com o auxílio do mouse e o resultado está aí... minha homenagem e minha solidariedade ao pai do Geraldão.
É isso

Cartunista Glauco é morto a tiros durante tentativa de assalto e sequestro em Osasco (SP)

Trabalho de Glauco premiado no 4 º Salão Internacional de Humor de Piracicaba - 1977


Do UOL Notícias
Em São Paulo

Morreu na madrugada desta sexta-feira (12), em Osasco (SP), o cartunista Glauco Villas Boas, 53, conhecido como Glauco. Ele foi vítima de tentativa de assalto e sequestro em sua residência na Estrada Alpina, no bairro de Santa Fé.

A casa foi invadida por dois homens armados, que tentaram levar os pertences da família e o próprio cartunista. Ao tentar persuadir um dos bandidos armados, Glauco foi alvejado com quatro tiros à queima roupa. O filho dele, Raoni Villas Boas, 25, que chegava ao local também foi atingido pelos disparos e morreu a caminho do hospital.

O cartunista Glauco chegou a ser socorrido e levado ao hospital Albert Sabin, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. As informações foram repassadas pelo advogado da família, Ricardo Handro. Segundo ele, o caso aconteceu por volta de meia-noite e os bandidos fugiram em um carro roubado. Ninguém foi preso até o momento, afirmou o advogado.

O caso foi registrado no 1° DP de Osasco e os corpos do cartunista e do filho já foram encaminhados para o IML da cidade. De acordo com o advogado, no momento do crime o cartunista descansava em casa com os três filhos e a esposa, Beatriz Galvão.

Glauco é conhecido por suas charges publicadas desde 1977 no jornal Folha de São Paulo. Criador de personagens como Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Geraldinho e Geraldão, seu ingresso no jornalismo se deu nos anos 70, graças ao jornalista Hamilton Ribeiro, que dirigia o "Diário da Manhã", em Ribeirão Preto, e tirou o paranaense da fila do vestibular para Engenharia.

Alguns anos mais tarde, em 1976, a premiação no Salão de Humor de Piracicaba abriu as portas do jovem cartunista para a grande imprensa. Em 1977, Glauco começou a publicar suas tiras esporadicamente na Folha de S. Paulo. A partir de 1984, quando a Folha dedicou espaço diário à nova geração de cartunistas brasileiros, Glauco passou a publicar suas charges periodicamente.

...

Glauco Vilas Boas
(Cartunista)
1957-2010

Glauco Vilas Boas era paranaense de Jandaia do Sul. Nasceu em 10 de março de 1957.

Publicou sua primeira tira em 1976 no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto. Foi premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba e na 2ª Bienal de Humorismo y Gráfica de Cuba.

Começou a colaborar na Folha de S.Paulo em 1979. Editou pela Circo Editorial entre 1987 e 1989 a revista Geraldão. Nesse período também foi colaborador das revistas Chiclete com Banana e Circo, da mesma editora. Foi também roteirista da TV Pirata e TV Colosso, da Rede Globo.

Ultimamente publicava charges, tiras e cartuns na Folha de S. Paulo e hospedava um site de humor no portal UOL.

quinta-feira, 11 de março de 2010

ANGELO AGOSTINI

Angelo Agostini, um século sem o lápis da Abolição

Caricaturista, jornalista, pintor e agitador político, italiano viveu 43 anos no Brasil

Gilberto Maringoni

Num tórrido e claro 23 de janeiro, há exatos cem anos, morria no Rio o mais notável artista gráfico do período imperial e um dos mais destacados militantes da causa abolicionista. Seu nome era Angelo Agostini (1843-1910), um italiano que chegara aqui ainda adolescente e que ao longo de 43 anos fizera uma das mais longas carreiras da imprensa nacional.

Chamá-lo genericamente de artista gráfico - designação que não existia na época - é uma tentativa de enquadrar sinteticamente um talento que se destacava em atividades tão diversas como as de caricaturista, pintor, fotógrafo, repórter, crítico de costumes, editor, empresário e agitador político. Introdutor das histórias em quadrinhos entre nós, o artista deixou como legado uma obra vasta, diferenciada e, sobretudo, irregular. Seus traços estão fixados em pelo menos 3,2 mil páginas de jornais e revistas.

Agostini era sobretudo um cronista visual dos últimos anos da Corte imperial e das aceleradas transformações pelas quais passou o Rio nos primórdios da República.

A combinação dessa sensibilidade com a de cidadão indignado geraria a parte mais contundente de seu trabalho, as denúncias de torturas, mutilações e assassinatos cometidos por senhores contra seus escravos. A força de seus traços como documentarista é comparável à dos desenhos de Rugendas e de Debret, nos primórdios do século 19.

Ele começou sua carreira lançando e organizando jornais e revistas de circulação restrita, num tempo em que a imprensa era produzida de forma quase artesanal. Na virada do século, o panorama se altera. A chegada da máquina rotativa, de novas formas de reprodução e a ampliação do público leitor a transformam em empreendimento capitalista de porte. O artista deixa de ser dono de pequenas publicações e torna-se colaborador de grandes empresas editoriais. Mais do que uma mudança funcional, Agostini vivenciou duas fases decisivas da consolidação da imprensa brasileira.

Nos últimos anos de sua vida profissional, o artista mostrou-se paulatinamente intolerante com manifestações populares. Reclamava, em suas páginas, dos gritos dos vendedores ambulantes, exibia um surpreendente racismo em suas opiniões e clamava por reformas urbanas no Rio.

O que poderia representar uma trajetória incoerente com sua militância antiescravocrata, expressa o comportamento de uma vertente importante do movimento abolicionista entre a elite intelectual e política do império. A libertação não se fez apenas por motivos humanitários, mas como parte de um difuso projeto de desenvolvimento, que pressupunha trabalho assalariado, imigração europeia e mercado interno. Sob tal ponto de vista, a escravidão era cara, ineficiente e pouco produtiva. Não havia, assim, uma identidade maior com a população negra. Agostini morreu uma semana depois de um grande parceiro de atos e de ideias no movimento que desembocou no 13 de maio, Joaquim Nabuco (1849-1910).

Gilberto Maringoni é doutor em História Social, professor da Faculdade Cásper Líbero e pesquisador do Ipea

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100123/not_imp500190,0.php

quarta-feira, 10 de março de 2010

SENSACIONAL


Sabem quando batemos os olhos em um trabalho e questionamos: _ Por quê não tive essa idéia primeiro?
Pois bem... Foi exatamente isso que pensei quando vi o cartum do iraniano Samaneh Neysani que faturou o Grande Prêmio no 1st Fajr International cartoon Contest-2010.
Honra para quem tem honra.
Idéia genial, contextualização pertinente, técnica aplicada com qualidade e apresentação excepcional.
Que felicidade em ver um trabalho tão completo em todos os aspectos ser premiado.

HELNWEIN





Há algum tempo o Maurício ( postei informações sobre ele há algumas semanas ) que já faz parte do meu círculo de amizades desde 2001, esteve conosco no Sorrialengo e hoje é um competente artista e conhecedor como poucos de variados assuntos - e tem excepcionais conhecimentos sobre artes, tanto na parte teórica quanto na prática - tentava me fazer conhecer os trabalhos do Helnwein e eu sempre falava que depois veria. Até que um dia resolvi conhecer e... fiquei bestificado pela qualidade técnica apresentada por Helnwein.
Assim que entramos no site do artista, deparamo-nos com a imagem de uma menina com uma expressão captada através da alma. E debaixo da imagem uma legenda que a torna mais surpreendente.
Da mesma forma que me surpreendi, tenho certeza que irão se surpreender também.
Confiram:

http://www.helnwein.com/

E a corrente segue....