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Na postagem anterior, recebi do amigo Diogo D'Auriol, o seguinte comentário:
Os cartunistas brasileiros precisam parar com esta história de esperar o Messias e fazer cada um a sua parte nesta união de forças pela renovação do cenário do humor brasileiro, ou seja,os cartunistas ficam, na maioria das vezes, atrás dos seus computadores esperando migalhas de "figurões", de sites, e na verdade o espaço dos blogs,das comunidades virtuais, orkut, facebook, etc, são pólos de efervecência de ideias e criatividade, além de uma janela muito legal. Vamos parar com este comodismo, com essa espera religiosa, com esses discursos fajutos, dogmas, etc.
A verdadeira revolução no desesnho de humor brasileiro, para mim, começa na pequena renovação de ideias de cada cartunista.
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Compartilho do mesmo pensamento exposto através do texto.
Parece-me que, em função da dependência gerada durante a ditadura militar, onde muitos cartunistas tinham que se aproximar desses "titãs" para que pudessem publicar no Pasquim, o saudoso jornal se foi, mas a cultura da subserviência ficou como herança.
A ditadura militar acabou (e faz tempo!), a ideologia proposta peloscartunistas nàquele período também, mas a necessidade de se "tomar a benção" é constante. Como se a capacidade de desenvolvimento do indivíduo dependesse do aval de "figurões do cartum".
E não sejamos hipócritas em pensar que não haja corporativismo na nossa área. Dia desses, um amigo meu mandou uma charge para um renomado portal e recebeu um mail dizendo que o trabalho dele estaria "imaturo". Detalhe: Esse amigo tem prêmios em todas as categorias do desenho de humor (alguns em charge) e é profissional há mais de uma década. No dia seguinte, o mesmo site publicava uma charge de um camarada que foi indicado pelo amigo do coordenador do portal.
Que critérios são esses, onde a indicação por afinidade amistosa seja fator determinante para expor ou não o trabalho de um artista?
Se a questão é essa...
Todas as possibilidades oferecidas pela internet, podem (e devem) ser argumentos mais que suficientes para que o indivíduo seja mais independente.
O mais inusitado é que, no mesmo país onde uma pessoa que grita:" _ Pedro, devolve o meu chip", consegue notoriedade "sozinha" e muito de nós, com domínio da linguagem e trabalhos excepcionais, ficamos esperando a benção dos papas do cartum para começarmos a existir.
Quer ser passivo... tudo bem, mas não precisa ficar de quatro.
Abraços