
Sou carioca, mas andei viajando por aí...
Numa dessas viagens, fui para Belém do Pará, em 2001, onde retornei no ano seguinte e morei por quase quatro anos.
Quando começei a dar aulas por lá, tive experiências fantásticas, com alunos que vinham de lugares distantes, dentro do próprio estado do Pará, mas que levavam horas deslocando-se de barco ou ônibus. Alunos do Marajó, Santarém, Macapá e outros lugares, que eram levados pelas prefeituras ao lugar onde eu ministrava as aulas.
Numa dessas turmas, conheci o Duarte. Um camarada que havia saído do Maranhão e foi tentar a vida em Belém. Como disse na postagem anterior, acabamos transformando-nos em amigos.
Quando voltei para o Rio de Janeiro, não nos despedimos (é um hábito meu não despedir-me de quem eu quero reencontrar).
Aqui no Rio de Janeiro, acabamos perdendo contato, devido à falta de referenciais para nos comunicarmos.
Continuei participando dos salões de humor e como sempre observo as listas de selecionados, vi o nome do Duarte em dois salões de humor e me emocionei na hora, devido ao fato de tê-lo reencontrado e agora, na condição de concorrente. Pensei: "Ele não desistiu!". E àquilo me lavou a alma.
Entrei em contato com a organização do Salão de Volta Redonda (um dos salões onde vi seus trabalhos e pedi seu contato). Trocamos uns mails e a vida continuou...
Soube que ele havia se mudado para o Sumaré/SP, mas a possibilidade de reencontrá-lo ainda era mínima,
No ano passado, estive em alguns salões de humor e dentre eles, no Salão Internacional de Limeira. Durante a cerimônia de premiação, lá estava o Duarte, que foi apenas para que pudéssemos trocar algumas idéias.
Nossa! Como chorei de felicidade... Queria parar de chorar, mas não conseguia. Dei-lhe um abraço e disse-lhe o quanto ele era importante para mim.
Naquele momento, me senti honrado, pelo fato de ter vivido tantos equívocos em Belém - por minha conta mesmo - mas dentre as coisas que deram muito certo, ele era uma das tais.
Desde que vi seus trabalhos nos salões quando voltei de Belém, tive vontade de agradecê-lo pessoalmente pelo fato dele ter honrado cada segundo que foi dispensado para o seu desenvolvimento. O desenho de humor permitiu-me reencontrá-lo e agradecê-lo.
Hoje, a certeza de reencontrá-lo e rever seus trabalhos nos concursos é muito maior e isso me torna mais grato a esta profissão, onde há muitas controvérsias, mas existem as surpresas que nos fazem acreditar, como o fato de um carioca e um maranhense, que se encontraram em Belém contribuirem um para o crescimento do outro. E depois de quatro anos, ambos se encotrarem em São Paulo e poder dizer que valeu à pena. E valeu mesmo!
Duarte, perseverança!
Abraços a todos
















