CARICATURAS AO VIVO EM FESTAS OU EVENTOS PARTICULARES, PROMOCIONAIS OU CORPORATIVOS

CARICATURAS AO VIVO EM FESTAS OU EVENTOS PARTICULARES, PROMOCIONAIS OU CORPORATIVOS
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

AFINIDADE... PRESENÇA CONFIRMADA EM QUALQUER COMISSÃO JULGADORA

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Hoje quero falar sobre esta peculiaridade que está presente em todas as comissões julgadoras, independente de qual seja a modalidade .
Vários companheiros, ainda açoitam-se psicologicamente devido ao fato de não terem sido selecionados para o concurso no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, como se tivessem cometido um pecado mortal.
Ponderemos...
Por mais que apliquemo-nos nas execuções de nossos trabalhos, buscando a excelência no resultado final e façamos tudo conforme nossas convicções, iremos depender sempre das análises e principalmente, da afinidade com àqueles que nos julgarão.
Quando uso o termo afinidade, não quer dizer necessariamente "proximidade afetuosa". Muita gente acha que "cavar" a aproximação, pode determinar uma premiação.
E em alguns salões, isto acontece! As articulações mal intencionadas e as "babações ocasionais" acontecem mesmo.
Mas existe outro tipo de afinidade, que pode definir ou determinar os resultados finais em um concurso... a afinidade pela proximidade da linguagem com o julgador.

Dia desses, postei um comentário lá no blog do Salão Internacional de Piracicaba, sobre um fato peculiar que aconteceu no ano em que o primeiro lugar em caricatura foi atribuido à uma caricatura do Mike Tyson, no estilo tira-linhas e outra premiação, atribuida à caricatura da Frida Khalo, também no estilo tira-linhas.
Nas conversas que tenho com várias pessoas que atuam neste universo, soube que, nàquele ano, um conceituado cartunista, que morou fora do país e é considerado um dos referenciais no estilo tira-linhas no Brasil, fez valer a sua posição de "guru" e feito pressão para que os trabalhos premiados fosse àqueles que se aproximavam da sua linguagem.
O problema é que, infelizmente, quando há tendenciosidade, consciente ou inconscientemente, há também a impressão de uma lacuna que deixou de ser preenchida.
Nàquele mesmo ano, duas caricaturas que, ao meu ver, são caricaturas ícones - como: Mãe Menininha do Gantois (Cárcamo), Dali (Marcelo Pinto), Chico Buarque (Dalcio), Dunga (Cauhh), Niemeyer (Ray), Maguila (Rossi), Emilio Santiago (Baptistão), J. L. Borges (Fernandes), Tim Maia (Quinho) e algumas outras - foram parar na última página da categoria no catálogo referente ao concurso dàquele ano. Eram as caricaturas do Jô Soares, elaborada pelo Paffaro e a caricatura do Picasso, elaborada pelo Rossi. Ambas elaboradas com riqueza de detalhes, domínio técnico fenomenal e o estilo acadêmico como característica de ambos.
Hoje, mais de seis anos depois, a grande parte dos amigos que trocam idéias comigo sobre salões, compartilham da opinião que "as duas caricaturas mereciam, no mínimo, menções honrosas".
Mas por questão de "afinidades" com as propostas executadas, ambas foram apenas selecionadas e o que ficou valendo foi a decisão final.

É como àquele jogo da Inglaterra na última edição da World Cup 2010... Milhares de pessoas podem ter visto de uma forma, mas de nada adiantou se quem podia decidir - no caso, o trio de arbitragem - não viu ou desconsiderou áquilo que todos viram.

Sendo assim, não há culpa pela desclassificação de um trabalho em um concurso.
Pela subjetividade proposta nos julgamentos, a desclassificação de um trabalho ou a não premiação do mesmo, não determina absolutamente nada. Querem tirar a prova? Basta pegarem os mesmos trabalhos que foram preteridos em um salão e enviá-los para outro e surprendam-se. Se aqui seus trabalhos sequer foram classificados, os mesmos trabalhos poderão ser premiados acolá.
Imaginem o seguinte:
Você elabora um trabalho com embasamento na Teoria das Cores, decide fazer uma obra em isocromia ou policromia. Mas quem vai te julgar, só tem afinidades com aguada de nanquim. Seu trabalho, por mais que esteja bem elaborado, poderá ser desconsiderado ou perder o valor, diante de um concorrente que tenha seguido a "linha de execução" dàquele que os julgará.
Você pode fazer um trabalho tira-linhas fenomenal, mas quem irá te julgar é oriundo da escola clássica. Suas chances também diminuirão consideravelmente.
Isso acontece também em relação à forma como você resolve uma cartum, uma caricatura ou uma charge.
O outro fator que com certeza irá determinar o seu êxito chama-se assinatura. Risos
...

Aí vem a parte mais engraçada de alguns cartunistas...
Ele imagina que a tal "afinidade" possa ser conquistada em um piscar de olhos e quase sempre em vésperas de salões, quando descobrem quem serão os jurados.
Fico imaginando a "tietagem ocasional" ou a "aproximação por conveniência" com o Turcios, por exemplo:
O cartunista nunca mandou um mail sequer para ele. Mas pelo fato de estar concorrendo e saber que será julgado por ele, começa o processo:

Salve Mestre "Tu" (O "Mestre" é para denotar a responsabilidade - e tem cartunista que tem mais mestre do que canteiro de obras gigantescas. O "Tu" é para dar a sensação de uma proximidade maior)!
"Soube" que "Vossa Alteza" ( Vossa Alteza é para reforçar a puxada no saco e se colocar em condição de servo) vem ao Brasil. "Oh"! Espero vê-lo em Piracicaba.
Abraço fortíssimo

Cartunista Fulano de Tal
Seu Vassalo

Passado o salão, caso o Turcios não o premie, sabe quando ele voltará a escrever um mail para o mesmo? Nunca! Risos
E assim esta espécie de cartunista vai buscando novas aproximações por conveniência.
...

O que procuro promover com esta postagem?
Façam seus trabalhos e os enviem para onde acreditarem valer à pena. Feito isso, esqueçam-se do desenvolvimento. Caso você seja premiado, te comunicarão. Caso não seja, prepare-se para os próximos. Para quem gosta deste universo, Salões de Humor é o que não faltam e as oportunidades continuam.
Não precisa se açoitar caso não seja selecionado, nem buscar aproximação de ninguém por acreditar ser "vantajoso".
O que tiver de ser... será! E se não for agora, será depois. Pode crer!

Abraços

12 comentários:

Alan Souto Maior disse...

ahahahaha, Vossa Alteza é uma figura mesmo.
Já ri muito,ahahahahahaa
Confiei e confio nos meus trabalhos, penso no seguinte, se não fui selecionado, azar do salão, hehehehehe.
Todo ano tem, não vou mudar meu estilo para agradar algumas "Vossas Altezas", hehehehe.

Vida longa aos salões.

Mattias disse...

Preto,

sabe que é "saparada" mesmo, né?
Risos

"Tamujuntu"
Vida longa aos Highlanders

brito-caricaturas disse...

Caros amigos, Mattias, Alan, tudo bem?
Na imprensa... ...Um dos diferenciais do (salão de humor é de pirá!) é exatamente dar opotunidade para novos cartunistas...
Acredito que a avaliação deveria ser p/ o melhor trabalho independente da idade cronológica ou profissional.
Nem tudo o que novo é bom, e nem tudo o que é velho é ultrapassado.

Mattias disse...

Salve Brito!

Penso que quando há mudança nas comissões, estas mudanças também são refletidas no pódio, na seleção e no próprio desenvolvimento do salão.

Entendo que sejam necessários critério claros nos julgamentos. Como nos julgamentos das escolas de samba, onde vários aspectos fundamentais são julgados da mesma forma em relação a todas as agremiações concorrentes.

Por exemplo, não existe a menor possibilidade hoje, de sabermos por qual motivo determinado trabalho foi aprovado ou reprovado. E, sendo a linguagem que trabalhamos, algo técnico, penso ser possível haver avaliações com base no conhecimento.

Em relação ao teu trabalho mesmo, já cheguei a comentar isso contigo, sobre àquela Luana Piovani que tu mandastes para o Salão de Volta Redonda e quando fui questionar um dos jurados, ele me deu os seguintes argumentos para não premiar teu trabalho:
_ Ele já foi premiado nos dois anos anteriores consecutivamente.
_ "Pareçe" que ele usou colagem na coleira dela.
É óbvio que nenhum dos dois argumentos conveceram nem a mim, nem tão pouco quem visitou o salão.
"Me parece" não cabe em julgamento.
Concordo com a frase Nem tudo o que novo é bom, e nem tudo o que é velho é ultrapassado.

Abraço grande e obrigado pela honra da visita e a exposição do teu comentário.

Cival Einstein disse...

grande mattias sempre voce fera


bom vejo da seguinte forma se o cartunista pensar em somente enviar trabalhos para ganhar é sinal que ele nunca ganhara , é assim que estou fazendo agora , envio e não estou mais nem ai , e claro envio para o salão que tiver confiança o lance é enviar e esquecer de que enviou assim voce não se frustara tanto é isso , quanto as comissões pela amor de DEUS não tem argumentos convincentes é isso não todos , mais uma boa parte


abraços

Mattias disse...

Salve Cival!

Bacana você dando a honra da tua visita também.
Quando fazemos os trabalhos e esqueçemos, as coisas aconteçem. Pode reparar, Risos
Já àquele trabalho que você tem certeza que vai rolar alguma coisa, acaba não acontecendo.

Distante desse universo chamado salão de humor, muitas coisas acontecem, inclusive a evolução de muitos companheiros, como no teu caso. Só não pode parar!

Abraço grande

Dodô disse...

Bom, gosto é algo pessoal, cada um tem o seu, é muito raro existir (se é que existem) unanimidades. Quando faço um desenho para um salão, desenho aquilo em que acredito, aquilo que minha mente e meu coração querem, independente de quem for julgar.
Eu só me incomodo quando um artista é premiado pela sua assinatura, e não pelo trabalho em si. Ae fico com a impressão de que perdi meu tempo enviando algo para um júri tendencioso, que já tem uma decisão tomada, antes mesmo de conhecer os trabalhos que vai julgar. Por isso, só envio trabalhos para salões em q acredito, mas o fato de acreditar não significa q serei selecionado. Em um salão q recebe 1800 trabalhos e seleciona cerca de 300, com certeza, muita gente boa fica de fora, e pode ser eu ou vc.

Mattias disse...

Salve DoDô!

Parabéns pela seleção lá no Bostoons. Muito bacana!
Em relação ao teu comentário, já trocamos muitas idéias e nossas opiniões quase sempre convergem em alguns muitos pontos...
Em relação à manutenção das assinaturas, penso que isso continuará sempre, infelizmente.
Já ouvi organizador de salão falando: _ Melhor ter exposto um trabalho merda de fulano de tal do que um trabalho excepcional de tal outro.
Aqui no estado do Rio de Janeiro, tem um salão, onde a algum tempo, alguns dos caras que hoje querem posar de bons moços, passavam os trabalhos concorrentes de desconhecidos na bunda, como se fosse papel higiênico. E hoje o cara-de-pau acha que o tempo torna todas as pessoas desmemoriadas.
Julguei salão onde de cara, me foi proposto "olhar com mais carinho" para os trabalhos de tais, tais e tais. Fora o que muitos componentes de juri falam e até alguns presidentes de juri.
Acredito que hoje, o melhor seja fazer como você faz... Prepara o trampo com Suas convicções, manda e desencana. Como se fosse mais um exercício.
Quando o Ray falou que fez isso lá em Pira, um monte de companheiros acharam um absurdo. Mas àquilo foi um despretencioso exercício elaborado em sala de aula, em oito minutos, que eu insisti que ele enviasse ao salão, justamente por se tratar de uma proposta laboratorial. E deu certo!
O negócio é desenhar, exercitar, criar possibilidades e pronto! Mas é óbvio que a filtragem tem que acontecer.
Hoje, dependendo da comissão julgadora eu mando. Quero ser julgado por profissionais e não por amigos.

Abraço grande e valeu pela honra da visita e do comentário.

Diego Novaes disse...

Não vou nem entrar no mérito de que a tal comissão julgadora do salão é ou não idônea, ok, até pq comecei outro dia e não sou nenhum especialista no assunto, mas me parece que no fundo é bem complicado mesmo.

Qual o critério usado pra seleção nos salões? eu lá vou saber! E se ficar pensando que se mandar trabalho não vão aceitar pq sou iniciante, aí é que não mando trabalho nenhum mesmo!

Aliás, essas coisas esquisitas não acontecem só nos salões! O que faz um aluno da Belas Artes passar na avaliação do portfólio pra reigresso ou pra virar professor e o outro não?

É pelo traço, pela técnica, pela criatividade, pelos anos de casa, por ser novato ou veterano, pela beleza plástica da composição, pelo estilo de desenho mais realista ou abstrato? Ah, sim, é a maturidade do trabalho! Bendita seja!

E o que é o cartum e a charge, minha gente? Alguém pode me responder? Reformulando a pergunta: três colegas nossos podem explicar a diferença de charge e cartum sem dar explicações minimamente divergentes?! Sim, pq se nem sobre isso se tem consenso, quem dirá sobre o que é um trabalho "bom" ou "ruim", né minha gente?

Aviso! De forma alguma tô desfazendo aqui da tradição dos salões e muito menos dos cartunistas aqui, mas a cada crítica que leio e ouço de colegas meus, fico mais na dúvida se quero entrar para o Maravilhoso Mundo Mítico dos Salões de Humor.

Pode até ser que eu mude de idéia, mas enquanto o universo dos salões devora a si mesmo, eu prefiro trabalhar humildemente na imprensa, de preferência alternativa, até pq, pelo visto, meu trabalho pra salão tá longe de ser bão.

Mattias disse...

Valeu Diogooo!

Na verdade nem existe mérito. Risos
É uma confusão dos diabos! Parece àquelas feiras da idade média, onde levava mais vantagem que tinha mais para trocar. Ah, se fosse indicado por um nobre, seria mais vantajoso ainda.

Mas liga não... Tem gente que gosta de ser o bobo-da-corte, só para depois dizer que está próximo do Rei e que vive no castelo.

Trabalhar humildemente na imprensa é bom... até porque não há outra alternativa. Risos

Abraço

Diemer disse...

Mattias, parabéns pelas postagens, além de fazeres o teu trabalho de cartunista e caricaturista de forma formidável, faz uma análise que poucos tem a coragem de fazer, criticar e propor. Ultimamente existem poucos assim. Veste a camiseta do ofício escolhido e a defende.
Alguns pouco sabem, apenas os mais conhecidos, mas não sou cartunista profissional, e talvez eu nunca seja. Enfim, entrei nessa “viagem” do cartum a pouco tempo e espero não sair dela, pois me divirto, faço amigos e as vezes sobra uma grana para pagar um “churrasco”.
Porem nem tudo são flores e risos.
Como qualquer profissão, existem os problemas citados por ti, principalmente quando o quesito não é referente a uma relação Patrão-Empregado, e sim subjetiva como os Salões. Desde que comecei a entrar no mundo cartunesco, de forma despretensiosa comecei a descobrir os Salões e conhecer o como essas engrenagens funcionam.
É óbvio que o que vi em alguns aspectos me decepcionaram. Porém, em muitos outros tive ótimas surpresas (organização, bom senso, etc..)
Gostei do que o Diego Novaes comentou, pois como ele ainda sou um desconhecido nesse mundo e mando meus trabalhos para os Salões de forma despreocupada.
Acredito que o reconhecimento não vem só na forma de premiações como mostram os Salões e sim no publico e nas pessoas que apreciam essa arte.
Nada mais satisfatório que descobrir que uma pessoa ao ver o teu trabalho achou o melhor do mundo, e que de alguma forma, ele transforma o mundo dela em alguns minutos, propondo uma reflexão que até então ela não tinha tido.

Bem, sorte que desenho melhor do que escrevo!

Parabéns pelos trabalhos e pelo Blog, estão cada vez melhores!!

Abraços do camarada do sul!

Diemer (cartunista em desenvolvimento mas com algo entre as orelhas)

Mattias disse...

Salve Diemer!

Bacana ter teu comentário por aqui.
Mas bacana ainda é a forma como tu fazes a análise da situação.
Sobre o fato que tu dissestes da satisfação demonstrada pelas pessoas em relação ao trabalho, já vi isso acontecer demais. E é justamente aí que acontece a premiação!
Não há troféu ou dinheiro que pague.

Abraço grande e seja sempre bem-vindo!