
Como é controverso esse universo denominado desenho de humor.
Ontem, depois de um bate-papo com o querido Fabiano Carriero (Campinas/ SP) ao final da tarde, fui fazer uma reflexão do nosso papo e resolvi publicar aqui, parte do que pensei, por ter certeza de que se trata de questionamentos que muitos novos cartunistas e antigos ainda se fazem e farão.
Na parte da manhã ele deixou o seguinte comentário na postagem sobre o 2º Salão de Humor de Juiz de Fora:
Em relação à promoção dos artistas locais, penso que seja necessário. Desde que seja criado um prêmio voltado para artistas da cidade, assim como acontece em Volta Redonda.
Por lá, ainda há alguns equívocos nesse quesito, na minha opinião.
Há apenas um vencedor, aclamado dentro das quatro categorias. Quando poderiam atribuir premiações simbólicas em todas as categorias. Já que são linguagens completamente distintas.
Ainda, há o risco de haver duas premiações para artistas locais, como poderia ter acontecido quando o Henrique foi premiado lá no Salão de Volta redonda com uma caricatura do Romário em segundo lugar no geral. Para isso, a solução seria o próprio artista decidir se participa concorrendo somente ao prêmio local ou ao prêmio geral.
Até porque se o cartunista conquista um prêmio no geral, em tese, ele será o melhor local.
Se aqui no Rio de Janeiro houvesse interesse em promover valores locais, esta seria uma das alternativas. E tenho certeza absoluta, que muitos cartunistas cariocas iriam concorrer apenas ao prêmio local.
...
Sobre a afirmação sobre a manutenção dos mesmos nomes, concordo. E colocaria da seguinte forma:
NA MAIORIA DAS LISTAS
Fabrício Rodrigues Garcia
João Carlos Matias do Nascimento
José Antônio Costa
José Raimundo Costa do Nascimento
Manuel Izidro dos Santos Júnior
Moisés de Macedo Coutinho
Silvano R. Gonçalves de Melo
Ou, pela ordem: MANOHEAD, MATTIAS, JOTA A., RAY COSTA, IZIDRO, MOISÉS e MELLO.
EM ALGUMAS LISTAS
Alan Souto Maior Alves
Carlos Eduardo P. dos Santos Cunha
Diogo D’Auriol Almeida
Marcelo Rampazzo
Rodrigo César R. Godinho
Sérgio Ribeiro Lemos
Ou, pela ordem: SOUTO MAIOR, DUARTE, DIOGO D'AURIOL, RAMPAZZO, CESARI e SERI.
RARAMENTE ou NÃO CONSTANTE
Anderson Magalhães – Juiz de Fora – MG
Douglas Zimmermann de Oliveira – Juiz de Fora – MG
Guilherme de Andrade Batista – Duque de Caxias – RJ
João Luiz de Souza Miranda - Juiz de Fora – MG
José Bello da Silva Júnior – Juiz de Fora – MG
Juan Lucas de Morais Figueiredo – Juiz de Fora - MG
Manoel José Pereira – Juiz de Fora – MG
Mário Luiz Tarcitano Guimarães – Juiz de Fora – MG
Rogério Terra Júnior – Juiz de Fora – MG
Vlavianos Pereira Rheim – Juiz de Fora – MG
Dessa última lista, só conheço o trabalho do Tarcitano. Que já participou de comissão e concurso no Salão de Humor de Volta Redonda.
Obs.: Segundo informações de um companheiro cartunista ( sugiro à comissão da Funalfa que verifique a veracidade da informação ), o cartunista José Belo é o mesmo que assina o cartaz do concurso. Caso o mesmo seja premiado, ainda que seu trabalho esteja com qualidade excepcional, quem se sentir preterido, poderá e "terá" o legítimo direito de protestar posteriormente.
Continuando...
No final da conversa com o Carriero, disse para ele o seguinte: _ Caso você deixe de participar de salão, ninguém sentirá a tua falta. Nem a minha, nem a de ninguém.
E penso exatamente assim.
Um sai o outro entra e a vida continua. Em qualquer desenvolvimento humano.
Lembro de nomes consagradíssimos, como os queridos Alvim, Gil, Ulisses, Leonardo, Arionauro, Erthal e tantos outros, que deixaram de participar de salões e quase não ouço mencionarem seus nomes. Nem os cartunistas veteranos.
E os nomes citados acima não eram apenas participantes... Eram considerados os "papa-salões". Como são considerados hoje: Dálcio, Fernandes, Ray e outros.
Muitos de nós, ficávamos na expectativa de encontrá-los nos salões. De vê-los, tocá-los, falar com eles. Conseguir um autógrafo então seria a glória.
Onde eles estão?
Muitos deles ilustrando para editoras, outros fazendo freelas e outros, trabalhando com profissões completamente diferentes.
Tenho certeza que, se muitos deles entrassem em um desses salões espalhados pelo Brasil, seus nomes passariam como ilustres anônimos. Infelizmente!
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Em qualquer profissão, conhecer a base é requisito mínimo para o desenvolvimento do indivíduo. No desenho de humor voltado para concursos não...
Como relatei na postagem de ontem, já conversei com jurados que não sabiam o que era definição de charge.
E, em muitos concursos, a coisa mais comum é ver charge no lugar de cartum e vice-e-versa.
Depois, muitos dos nossos companheiros de profissão querem cobrar seriedade nas propostas.
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Figurar em um salão, muitas vezes pode estar vinculado à assinatura. Ao prestígio que àquele artista pode denotar ao evento tendo seu nome entre os concorrentes.
Por isso, não é raro observarmos trabalhos concorrentes que nos chamam mais a atenção "em todos os aspectos" do que àquele premiado.
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Para finalizar, disse ao Fabiano, que conheci seu trabalho e aprendi a admirá-lo, devido a um trabalho que foi enviado por ele ao FESTMENC. Quando me deparei com o trabalho, imaginei que ele estaria entre os mencionados em caricatura. Quando fiz o somatório das notas dadas pela comissão julgadora, sequer foi mencionado.
O mesmo trabalho foi mostrado ao Jorge Benjor, juntamente com os outros concorrentes e o caricaturado achou um dos trabalhos mais bacanas, entre cinco que o próprio elegeu.
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Por mais que pareça loucura, hoje, constar nas listas ou ser premiado em alguns salões pode não representar absolutamente nada.
Ao próximo Fabiano.
Abraço
"cada dia que passa me decepciono mais,já são poucas as vagas e quase a metade dos classificados são da Própria cidade... e o resto é os mesmo de sempre... mas fazer o que.. continuar rabiscando pra ver se aprendo"
abç Carriero
6 de maio de 2010 11:19